Semana do peixe 2017

Semana do peixe

A Semana do Peixe terá ações voltadas à promoção do consumo em praticamente todos os estados do país.

Coordenada por um grupo de empresas privadas apoiadas por diversas entidades, a campanha pretende incentivar a comercialização de peixes e frutos do mar no varejo e food service, bem como aumentar o conhecimento da população sobre os benefícios de comer pescado.

A iniciativa foi criada há 14 anos pela então Secretaria Especial da Pesca e Aquicultura (SEAP) em todo o território nacional, mas as constantes transições na esfera federal comprometeram, aos poucos, a realização da campanha.

Em 2016, uma articulação voluntária do setor privado, apoiada pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura da FIESP (Compesca), Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e pelo Ministério da Agricultura garantiu a realização da Semana do Peixe 2016 e superou as expectativas. Redes varejistas registraram aumentos de 30% na venda de pescado no período da ação.

Com o mote “Saúde e Sabor”, a 14ª Semana do Peixe, entre 1º e 15 de setembro de 2017, já está a todo vapor.

Este ano, a iniciativa conta com um Comitê Gestor da Semana do Peixe que tem como objetivo aprimorar a organização, comunicação, capilaridade e mensuração de resultados da campanha em 2017.

Em entrevista ao Canal Rural, a coordenadora da 14ª Semana do Peixe, Meg Felippe, explica sobre questões da cadeia de produção do pescado no Brasil.

Na ocasião, a coordenadora Meg Felippe falou do consumo brasileiro de pescado em relação ao mundial, o custo de produção da cadeia e as burocracias enfrentadas pelo segmento. Confira abaixo um resumo dos principais tópicos abordados na entrevista.

Baixo consumo brasileiro de pescado

O consumo mundial de pescado está em 20 quilos por pessoa por ano, enquanto isso, no Brasil, são 10 quilos por pessoa por ano, muito abaixo dos parâmetros mundiais. Muitos fatores contribuem com isso, como a questão cultural – economicamente, o Brasil vem de um crescimento com base na proteína bovina -, o desordenamento da cadeia, a falta de investimento, os elos da cadeia atuando individualmente, a falta de informação da população.

As vantagens do pescado

Trata-se de uma proteína com alto valor biológico, que tem aminoácidos essenciais para a nossa saúde e digestibilidade. Quase tudo o que se come da proteína de peixe é absorvido com pouco esforço do organismo.

Custo de produção da aquicultura no Brasil

Embora a aquicultura tenha crescido nos últimos anos, ainda há muitas coisas para conquistar, como o aumento da produtividade e a melhora dos custos do processo. Um dos custos muito questionado é o da ração, que gera um impacto muito forte na aquicultura.

As perdas na cadeia

As perdas são significativas não só para a aquicultura, mas também para a pesca extrativa, e o preço desse desajuste vai sendo repassado ao longo da cadeia. A logística e a cadeia de frios também são aspectos muito importantes para o pescado, que têm de ser melhorados. Em relação à questão logística, mesmo que o potencial aquícola brasileiro seja enorme, o desafio é levar o pescado até os grandes centros e as áreas de consumo. Quanto à questão de frios, a digestibilidade faz com que o pescado se torne altamente perecível, por isso a cadeia de frio é muito importante, mas ainda precária.

Burocracias no setor

Seria importante para a cadeia que tudo o que se trata em relação à pesca – seja extrativa, seja aquicultura – esteja reunido em um único canal, facilitando e convergindo validações, em vez de ora vincular-se a um ministério, ora a outro. Sem essa centralização, tudo fica mais disperso e mais difícil de convergir.

Para assistir a matéria na íntegra, clique na imagem abaixo.

Semana do Peixe

No ano passado, o país produziu cerca de 1,5 milhão de toneladas de peixes, o que o faz ocupar a 13ª posição no ranking mundial de produção.

O consumo de peixes ainda é baixo se comparar com o de aves, de 13 quilos, e o de carne bovina, de 25 quilos por ano.

A expectativa é que, nos próximos oito anos, a produção brasileira dobre. Essa é uma estatística da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU).

A Semana do Peixe tem patrocínio e apoio das seguintes empresas e instituições:

Patrocinadoras – Abipesca; Alaska Seafood; CNA; CONEPE; Dempi; Geneseas/Dell Mare; ABRAPES; Conselho Norueguês da Pesca; Opergel; PeixeBR, Nordsee, Frescatto, São Rafael Câmaras Frigoríficas, Copacol, Kanemar, Gomes da Costa, Coqueiro/Pescador e Sipesp.

Apoio Institucional – Casa da Pesca; Abrasel; Abras; Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva; Federação de Pesca Esportiva de SP; Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva; Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SP; Ceagesp; Fiesp; Sebrae; Embrapa; Instituto da Pesca e Secretaria de Aquicultura e Pesca/MDIC.

 

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